Uma vez infiel, para sempre infiel?

Por Playboy Portugal

08 de December de 2017

Cada relacionamento é uma viagem com suas próprias reviravoltas, altos e baixos. Ninguém é igual e o que faz um relacionamento de sucesso é subjetivos, assim como o que dita o seu fim. Muitas vezes é dito nos filmes e os tablóides que a infidelidade é uma ofensa imperdoável mas uma nova pesquisa a quase 10 mil americanos descobriu que não existe realmente uma regra universal.

Para começar, a pesquisa revela que os millennials são a geração mais tolerante, seguidos pelos baby boomers e depois o a geração X. O que mais intrigante é que, em geral, os homens são mais intolerantes quando se trata de questões de infidelidade, enquanto as mulheres têm mais probabilidade de dar segunda hipótese. Sete em cada 10 disseram que já perdoaram um parceiro por infidelidade quando comparado com 57 por cento dos homens. Ainda assim, ambos os valores parecem notavelmente altos. Pior, 44 por cento das mulheres e 33 por cento dos homens já deram aos seus parceiros uma hipótese depois de terem sido enganados pela segunda vez.

Setenta e um por cento das pessoas acredita que quem já foi infiel pode mudar. Claro que pode, mas isso não significa que deixe de o ser. Por exemplo, novas pesquisas da Universidade de Denver descobriram que as pessoas que traíram numa relação antiga são três vezes mais propensas a trair de novo. Da mesma forma que aqueles que tiveram um parceiro que os traiu são quatro vezes mais suscetíveis a suspeitar que o seu novo parceiro os vai trair. De acordo com a Forbes, as estimativas sugerem que cerca de 20% dos casados são infiéis em comparação com 70% dos casais não casados. Outros casos que destroem as relações são os rumores (26 por cento), mentiras (32 por cento) e a relação passar a ser a 3 (35 por cento).

Na sua experiência, a terapeuta, Deanna Cobden, diz que a infidelidade é o engano mais difícil de perdoar numa relação. "Vai ser difícil", admite Cobden. "Estás a lidar com traição, falta de confiança, raiva, tristeza, insegurança, ciúmes, etc. Há muitas emoções a trabalhar e para gerir.”, "o culpado deve abordar todas as emoções e problemas relacionados com o bem-estar assim como a questão subjacente que causou a traição", continua. Mas antes de tudo isso acontecer, outra parte deve ser capaz de curar o relacionamento. "Estão dispostos a confiar novamente? Estão dispostos a perdoar, e melhor ainda, vale mesmo a pena? Ainda se amam, respeitam e divertem agora que a confiança foi perdida? Se quiserem resolver devem ter em mente que isto vai demorar", partilha Cobden.

De acordo com uma pesquisa do site de lifestyle YourTango, que observou 100 especialistas em relações, a comunicação aberta é a mais eficaz para construir a confiança. Resultados encontrados numa comunicação deficiente foi o principal contribuinte para o divórcio. Mas parece que mesmo esta solução é complicada, pois os investigadores descobriram que homens e mulheres estão em desacordo com o que precisa de ser comunicado. Setenta por cento das mulheres dizem que os homens têm um problema de comunicação na sua relação, enquanto 83 por cento dos homens diz que acreditam que a sua esposa não valida o suficiente as suas opiniões ou sentimentos.

Curiosamente, os dados da app de namoro Coffee Meets Bagel observa que nos estamos a aproximar rapidamente da temporada de pico de separação, por isso, se quiseres fazê-lo, fá-lo rapidamente. Para ser específico, a altura em que a maioria dos casais se separa é apenas a duas semanas antes do Natal. De acordo com o estudo, isto acontece durante esta temporada porque as famílias tendem a organizar mais festas e como tal, muitos casais percebem que seu parceiro não é alguém que gostariam de apresentar às suas famílias e por isso terminam.

Mas é claro, as ruturas não são sazonais, e as relações geralmente terminam por razões mais válidas e a infidelidade revela-se como um dos principais motivos. Então, é tolo perdoar um parceiro que foi infiel? Uma vez infiel, para sempre um infiel, certo? "Eu não acredito que isso seja uma verdade absoluta", partilha Codben. "Se te foram infiéis ou tiveram uma história de infidelidade numa relação anterior, é possível que as hipóteses de o voltarem a fazer são mais altas do que se nunca o tivessem feito, mas é preciso ter uma visão mais abrangente e tentar perceber qual foi a razão que os levaram à traição e se tentaram mudar alguma coisa no seu comportamento após isso”.

Em última análise, tens que tomar a decisão por ti mesmo e avaliar o quão disposto estás para confiar plenamente na pessoa e arriscares-te a desiludir novamente. "Se te voltar a trair, tenta perceber porque motivo te manténs na relação”.


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