1 - Já há cerca de uma década se tinha falado de um álbum teu a solo. Depois os Da Weasel terminaram e criaste os Nu Soul Family. Porquê só agora avançar em nome próprio?
Só agora é que senti a necessidade, um misto de necessidade e coragem. A verdade é que se calhar na altura, quando te referes há 10 anos, eu tinha essa vontade mas também tinha muito medo. Talvez não tivesse maturidade suficiente e o facto de estar num projecto com a dimensão dos Da Weasel era algo que me deixava com algum medo de não estar à altura do que as pessoas esperassem. Os Nu Soul Family são também um bocado fruto disso e depois acabo por me encostar ali um bocado ao Dino, se calhar também por estar habituado a ter um backup e não estar sozinho. E, confesso, hoje estou completamente a 100% e sinto-me confiante mas olho para trás e houve ali um tempo em que necessitei dessa transição e senti que necessitei de ter pessoas à altura deste desafio. E foi o que aconteceu. Foi o tempo e foi também toda a estrutura que tenho à minha volta que abraça este projecto e que me deram também a força para me lançar a solo.

2 - Para a maioria do público sentes que continuas a ser o Virgul dos Da Weasel?
Não sei se é a maioria. Ainda há muita gente que gosta dos Da Weasel ou que se recorda dos Da Weasel mas também há muita gente que não se recorda do Virgul dos Da Weasel ou dos Da Weasel mesmo porque os Da Weasel têm 20 e tal anos e há uma nova geração que se calhar conheceu os últimos singles, que foram os grandes sucessos dos Da Weasel, sei lá, o Retratamento, mas depois acabam por não perceber bem quem são os Da Weasel, a cara dos Da Weasel. Acontece muitas vezes.

3 - Tens fãs mais jovens que não fazem ideia do que foi o teu passado?
Muita, muita gente! Aliás, também há muita gente que ouve a música, que conhece as músicas mas não sabe que sou eu que canto. É um trabalho que estamos a fazer, juntamente com a editora, que é haver essa ligação. Eu queria desassociar-me, queria fazer um trabalho mais low profile mas, com a estrada, com as pessoas assim meio na dúvida, percebi que se calhar ainda há essa necessidade das pessoas perceberem que é o Virgul. Mas é com naturalidade que vejo isso e os Da Weasel fazem parte do meu ADN, completamente.

4 - E o que é que preciso Saber Aceitar?
Saber aceitar primeiro o passado, que foi muito bom mas acabou. Essa foi também uma parte difícil para mim, saber aceitar. Acho que é uma coisa comum. Nós quando vivemos algo muito bom e que acaba temos sempre tendência de ficar ali a mastigar e a tentar perceber o porquê ou será que isto tem volta. Também foi uma coisa que me custou a saber aceitar.
E só quando eu soube aceitar isso é que soube aceitar o que vinha agora de futuro e que está a acontecer-me agora no presente e soube pensar no futuro e aceitar também que sou capaz de fazê-lo sozinho.

5 - É também por isso que noutro refrão cantas que nunca te sentiste tão bem?
Sim, tem a ver um bocado com o facto de eu estar a solo, estar mais maduro e também ao facto de antes de estar a solo ter tido uma fase menos boa. É um bocado isso. Nunca me senti tão bem na música, nunca me senti tão bem a fazer o que mais amo, o que mais gosto, que é a música. É mais por aí.

6 - Passou cerca de ano e meio entre I Need This Girl, o teu primeiro single, e o lançamento do álbum. Havia um plano desde o início ou no mundo actual as estratégias vão-se desenhando quase em tempo real?
Por acaso não havia nenhum plano, mas acho que as coisas correram tão bem que a gente foi deixando as coisas acontecerem.
A verdade é que já passaram quase dois anos desde o primeiro single, o disco ainda não tinha saído e eu fartei-me de tocar este ano. Mas também tinha em mente, e tinha falado um bocado sobre isto com a editora, sempre tive em mente também o lado do consumidor. Acho que o consumidor deve poder saber mais do álbum, conhecer mais do que aí vem e não ter só aquele single. Depois, e já me aconteceu montes de vezes, compras o álbum e só há aquele single que é porreiro, o resto do álbum... Então acho que é bom tu poderes dar mais ao público o que vem do álbum. E depois as coisas também estavam a correr tão bem que nós fomos mesmo deixando que as coisas fossem acontecendo naturalmente.

7 - Já andas nisto há mais de vinte anos. Adaptaste-te bem a esta era do YouTube e do Spotify?
Sim, sim. Tenho a sorte de ter, sempre ter tido, uma editora e deixo um bocado isso para as editoras. As editoras é que têm de se preocupar com isso… Eu acho que é bastante positivo, até porque as plataformas vieram dar-nos montes de coisas boas, se quisermos ver por um lado positivo. Por exemplo, hoje conheço montes de música que era impossível se não fosse o YouTube e se não fosse o Spotify. Acho que temos de saber aceitar e saber adaptarmo-nos à nova realidade. A única realidade que para mim é assim um bocado complicada é o facto de teres de te expor mais. Por exemplo, tens de estar muito nas redes sociais, é quase obrigatório, tens de estar activo e não sei se é meu ou se é mesmo pelo facto de já estar cá há algum tempo, não estou muito habituado: tenho de fazer um post, tenho de mostrar que realmente estou vivo, que realmente estou activo, estou a fazer coisas. Os fãs assim procuram, porque faz parte desta nova geração. É assim a maior dificuldade que eu tenho. Tenho de fazer um post: o que é que eu vou fazer? O que é que eu vou postar agora?

8 - Misturar na mesma letra português e inglês é uma coisa natural na linguagem do século XXI?
Acho que cada vez mais. Cada vez o inglês é mais falado e devidamente compreendido, precisamente pelo facto de hoje não haver quem não tenha Internet em casa, quem não oiça música em inglês, através das plataformas ou da rádio, e acho que cada vez mais se deixa de ter esse preconceito e se sabe aceitar melhor. Na verdade não importa a língua. Muitas vezes o público critica, ou os portugueses criticam, quem canta em inglês mas a verdade é que nos Nu Soul Family eu cantava em inglês e não era a pensar na internacionalização. Cantava porque me sentia bem a cantar assim e porque aquele projecto para mim fazia sentido assim, eu não tinha referência em português e fazia-me sentido ser em inglês. Isso faz parte de uma verdade tua. Cada vez essas coisas são mais aceites. Por outro lado também me fez perceber que o português, e eu comecei a escrever mais em português nos Da Weasel, a maior parte com o Carlão, eu escrevia muito pouco, e se calhar também daí, se calhar também tinha esse receio. Ainda hoje o meu manager goza-me. Eu escrevi o Rainha sozinho, fiz a música e ele diz-me: “fogo, tu dizes que não escreves.” Sempre tive esse receio, se calhar por ter um bom backup. O Carlão é uma pessoa que eu admiro muito nesse lado, no campo da escrita, e então achava que as minhas coisas não eram assim muito boas. Hoje sinto-me completamente bem a escrever português e gosto de misturar as coisas. É natural, não penso sequer. Saem-me refrões e vou misturando.

9 - Esse single foi escrito por ti e pelo Carlão, com música do Héber Marques dos HMB, e este ano partilharam todos o palco no Rock in Rio do Brasil. Essas coisas estão de alguma forma relacionadas?
Não, não, e foi uma boa surpresa ter acontecido precisamente por isso. Aliás, referi isso em várias entrevistas que demos lá, que estava super feliz precisamente porque era quase uma celebração podermo-nos juntar os três e eu, que estava a começar a minha caminhada agora a solo, poder tê-los: a pessoa que escreveu e a pessoa que fez o meu primeiro single e que fazem parte obviamente deste meu sucesso, deste meu arranque também.

10 - Ainda tiveste vontade de dar saltos mortais em palco ou já ganhaste juízo?
Olha, agora ultimamente tenho feito. Tenho feito porque me apetece, sei lá. Às vezes faço, às vezes não faço, acho que é o estar ali a chegar ao limite, estou a chegar aos 40 e se calhar sei que daqui a um tempo não vou conseguir fazer, então quero dar os meus últimos. É natural. No Rock in Rio acho que não fiz, mas a gente divertiu-se tanto os três. Quando digo os três, digo os três grupos. Foi um momento muito único. Lembro-me que o Carlão parecia um puto. Não me lembro de ver o Carlão assim tão feliz e fiquei muito feliz por estarmos juntos porque há muito tempo que não estávamos. Aliás, tínhamos estado, convidei o Carlão no Verão para um showcase que fiz numa discoteca no Algarve, ele foi meu convidado, mas foi assim uma coisa muito rápida, e agora poder estar a partilhar um palco com o Carlão foi assim... Para mim foi muito especial.

Fotografia - Bernardo Coelho

11 - Tens quatro convidados no álbum. O que é que te fez escolher estes em particular?
Foi tudo natural. Não pensei, fui fazendo as coisas e são pessoas que eu admiro muito e acho que vieram acrescentar. Quando pensei neles não o fiz estrategicamente, foi porque achei que iam acrescentar alguma coisa à música. Por exemplo, o caso do Nelson Freitas, que é uma pessoa que eu admiro imenso. Gosto muito do Nelson Freitas, quer como pessoa, quer como artista, é uma pessoa muito, muito fixe e eu achei que ele ia encaixar-se bem ali.
A Ludmilla aconteceu também e acho que temos muito a ver. Acho que não fica por aqui, espero eu. O Tuniko é um excelente músico e foi ele próprio que no concerto do Dino começou a fazer uma brincadeira com ele no I Need This Girl e eu gostei tanto que acabámos por gravar, tivemos de pôr isso no disco.
E falta o V-Tek, que é um produtor, é um nigeriano que produziu para os P-Square, que é um grupo que eu gosto muito e que foi a minha referência quando estive a viver em Angola, gostava muito dos P-Square. Aliás, quando cheguei cá a Portugal falei com o meu manager, quando estávamos ainda a começar a produzir o disco, e disse-lhe: “Tenho de fazer coisas como estão a fazer na Nigéria, gosto muito desta referência, os P-Square.” E o meu manager é assim muito espontâneo: “Tem calma.” O gajo ligou e em dois dias disse-me: “Já tenho o contacto do V-Tek, o gajo que produziu os P-Square. Ele vai produzir para ti.” E eu disse: “Como?”. A verdade é que ele produziu dez músicas, nós só ficámos com duas, temos algumas guardadas, e na altura em que estava a produzir ele perguntou se podia sugerir refrões, porque ele também é cantor. E eu disse: “Claro! Fogo, venham eles. O não é sempre garantido mas se vier alguma coisa boa a gente fica com eles.” A verdade é que ele fez esse refrão do Bonita, eu tentei reproduzi-lo mas não estava da mesma forma que ele estava a fazer e então fizemos os dois.
E acho que ficou top. Agora também vou participar no disco dele. O V-Tek é assim um gajo que tem muito talento também.

12 - E nos restantes temas tens produtores que repetiram faixas ou cada uma tem o seu próprio produtor?
São vários produtores. Fiz com produtores que trabalham com a RedMojo, diretamente com a RedMojo, uns putos novos. Esta geração está forte, estão umas máquinas! Mas também recebi beats de outros produtores e depois foi tudo trabalhado para ter alguma coerência, para a sonoridade não fugir muito. Portanto, tenho músicas do Supa Squad, quer do Marley como do Zacky, e depois fomos todos trabalhar para o disco.

13 - Há aqui também uma vontade de chegar onde quer que se fale português?
Eu tenho essa vontade. Obviamente que tenho essa vontade mas eu, mais que tudo, gosto de trabalhar um bocadinho passo a passo. Quando eu digo passo a passo obviamente que quero chegar a esse público mas, primeiramente, quero marcar aqui o meu território nacional. Portugal primeiro. As coisas estão a correr muito bem, eu quero que as pessoas saibam aceitar o Virgul. Gostava que chegasse aquele dia em que falam dos Da Weasel mas não falam do regresso dos Da Weasel. Ainda há muito isso. Ou dizerem-me: “Tu eras bom era nos Da Weasel.” Por tudo isto, primeiro quero mesmo marcar o território nacional e depois pensar noutros mercados.

14 - Dois destes convidados estão em faixas bónus, reinterpretando I Need This Girl e Rainha. Porquê dar uma roupa nova a estes dois singles que já tinham feito tanto sucesso nas versões originais?
O Tuniko foi precisamente porque eu adorei. Aliás, além de gostar do tema, da forma como ele tocou, o tema tem um significado especial para mim porque é uma dedicação à minha mãe. Se na altura o I Need This Girl era para uma pessoa que eu precisava, depois o tempo fez-me perceber que a pessoa que esteve lá para mim, de que eu gosto muito e que esteve lá nesse momento menos bom, foi a minha mãe. É a pessoa que nunca me vai falhar e então decidi dedicar essa versão à minha mãe. E a Ludmilla... Por acaso essa música é minha mas também foi feita a par com o Tuniko, que é brasileiro, sempre tive essa ideia de ter um brasileiro na música. Houve uma altura em que ainda chateei a editora para falarmos com o Seu Jorge, de quem eu sou muito fã, e queria que ele entrasse logo na faixa original mas não foi possível. Depois quando surgiu a oportunidade de fazer com a Ludmilla já tinha praticamente o álbum fechado, achei que faria todo o sentido. E aí sim, aí já a pensar de uma forma estratégica porque eu acho que essa música encaixa bem e tenho recebido bom feedback do Brasil.

15 - Quando gravaste estes dois temas, juntamente com o Só Eu Sei, claro que tinhas vontade que corressem bem, mas dá para ter uma noção do impacto que vão ter antes de saírem?
Eu acreditava muito no I Need This Girl e bati um bocado o pé com o meu manager, não sei se na altura com a editora também, não sei o que é que eles tinham em mente, mas lembro-me que ele queria o Só Eu Sei e eu queria muito o I Need This Girl, achava que era a música que representava bem o que o álbum seria mas, respondendo à tua pergunta, a verdade é que o Só Eu Sei, quando saiu, foi assim... Eu não estava muito à espera. Gostava muito do tema e acho que até aprendi a gostar mais depois de ouvi-lo bastante mas penso que tem tudo um bocado a ver com o facto de ter corrido bem. Acho que tem muito a ver com o facto de serem coisas mesmo muito pessoais e principalmente o Só Eu Sei, como é uma história, como retrata a fase menos boa, acho que é um assunto muito actual em que as pessoas se revêem. Mas a gente nunca sabe, não é matemático. Houve um trabalho muito bom de todas as partes, da parte de estúdio, da minha parte, da parte da editora e da parte management, nós estávamos bem alinhados. Eu acho que isso foi muito importante para que as coisas corressem bem, nós estivemos sempre muito alinhados, não houve o “vamos por aqui”, “não, vamos todos por aqui.” Não houve uma estratégia muito prévia mas estávamos todos muito cientes do que queríamos fazer e então, naturalmente as coisas foram andando.

16 - Estamos a falar de onze canções, sendo que duas delas são versões alternativas. Como é que se chega a um alinhamento final dos temas?
Fazem-se vários. Eu fiz um, o meu manager fez outro, um dos produtores fez um. Anda-se para cima e para baixo com as músicas, para ter um bocado de coerência. Eu gosto muito de ouvir um álbum e, mesmo que não conheça as músicas, que não as estranhe, que entre. Obviamente que depois para o público pode parecer estranho, mas pelo menos para nós fez sentido, fizemos esse alinhamento assim. E depois juntamo-nos e discutimos, achamos que esta devia estar aqui, esta devia estar ali e chegamos a um consenso.

17 - Isto faz com que só seis dos temas sejam completamente inéditos aos ouvidos do público. É suficiente para a forma como se consome música actualmente?
Sim, até porque neste tempo todo em que o disco não saiu e eu andei a tocar, andei a receber feedback de toda a gente. Quase em todos os concertos recebia pedidos do disco: “O disco? O disco? Quando é que saí o disco?”. Depois mensagens nas redes sociais: “Quando é que sai o disco? Estamos à espera do disco.” Eu acho bom que seja aquele Q.B., que fiquem saciadas e que ao mesmo tempo fiquem com vontade de mais, acho que é isso. Eu tinha mais faixas, acho é que não estavam à altura destas que escolhemos e mais vale darmos 10 ou 9 faixas, ou o que for, do que ser ali um bocadinho forçado e depois andas ali a fazer skip. Eu acho que as pessoas vão gostar.

18 - O que significa Jala, a palavra que dá título à oitava faixa?
Boa pergunta. Soa-me bem, não sei o que é que é. É uma das faixas produzidas pelo V-Tek, o nigeriano, e ele quando me manda a faixa vem como Jala e eu gostei do nome. Por acaso é uma boa pergunta porque ainda não tive oportunidade de lhe perguntar o que é Jala. Se calhar, quando ele me disser, vou-
-me arrepender! Mas soa-me bem e eu tenho várias coisas no disco que parece que estou a fazer dialecto e não estou a dizer rigorosamente nada: soa-me bem, é a vibe. Se me soa bem, eu partilho depois assim no disco.

19 - E esta Nina, é outra?
Quando nós estamos a produzir as músicas pomos um nome ao calhas só para estarem ali, um working title, e esta chamava-se Hot Pimento. E Hot Pimento? Nós estávamos assim: “Hot Pimento, Hot Pimento...” Aliás, eu nos concertos chamo-lhe Hot Pimento, tanto que no vídeo, nós temos uma parte visual de vídeo nos concertos, aparece na faixa Hot Pimento. Mas depois começámos a pensar: “Nina, Nina, Nina...” Eu estava assim um bocado com receio pelo facto de o Retratamento ter sido conhecido como Nina, toda a gente conhecia a faixa como Nina, mas depois fiquei a pensar: “mas no Retratamento eu é que cantava o refrão, eu fazia parte dos Da Weasel, por que não Nina? Nina!” Eu cantei isso. Aliás, isso foi improviso, eu quando estou a gravar entro na cabine para fazer o refrão e saiu-me logo “Nina, eh hey.” Ou seja, veio-me esse Nina à cabeça precisamente por fazer parte da minha vida e fazer parte da minha história de música. Por que não? E nós decidimos pôr o título como Nina.

20 - Vês-te a voltar a integrar uma banda ou daqui para a frente é só Virgul?
O futuro só Deus sabe, eu estou muito bem assim. Virgul não vai parar de certeza, encontrei-me completamente. Eu espero que os Da Weasel não seja mesmo o final, estou sempre a dizer isto. Espero que haja um último concerto, três, dez concertos, não sei, mas gostava mesmo muito de ter assim uma despedida com os Da Weasel. Acho que deixaram a malta não só com saudades mas assim meio: “o que é que aconteceu, o que é que se passou?” Acho que devemos isso aos nossos fãs. Que fique claro que se dependesse de mim não tínhamos acabado.

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