1 - O teu primeiro grande sucesso tem um refrão em crioulo. Quando escolheste essa música achavas que tinha hipótese de passar em algum lado?
Sinceramente, não. Sabia que o som tinha potencial, mas não sonhei que ia para as rádios e isso tudo. É uma música mais rua, mais bairrista, mais “o nosso ser”. Sabia que ia bater na rua, mas não que ia passar como passou. Antes do Ca Bu Fla Ma Nau já tinha o meu trabalho, já andava na estrada, mas depois também lancei o meu álbum e rebentou. Andamos a viver assim.

2 - Quando é que percebeste que não eras um fenómeno descartável e havia mais vida além de Ca Bu Fla Ma Nau?
As pessoas vêem como aquela explosão e eu vejo um crescimento gradual. Não acho que tenha sido boom-boom, de um dia para o outro, eu escrevo há dez anos, percebes? Gravo há pelo menos cinco. Tenho a minha gana, mas nunca fui com aquela euforia, por isso não tenho 200 músicas no meu canal, tenho quarenta ou cinquenta. Milhões de visualizações já tinha. Não tinha era dez milhões, nem quinze milhões, nem dezoito milhões, mas milhões já tinha. Tinha cinco, seis, sete.

3 - Mas essa subida podia ser temporária e depois voltares a descer.
Acho que é por fases, para todos. A minha fase é agora, vou rebentar isto. Sei que isto é de altos e baixos, sei que o meu nome está na história do rap, digam o que disserem. Fui o primeiro a ganhar não sei quantos singles de ouro, de platina, fui o primeiro a passar a barreira dos dez e quinze milhões em Portugal, onde somos onze milhões, estás a ver? Não é num som, são vários. Acho que a minha equipa, a minha turma, o nome Piruka está na história do rap nacional. Quem gosta de nós, apoia-nos, quem não gosta, não apoia.

4 - Quantos singles de ouro e platina é que já tens?
Por acaso não sei ao certo. Para aí sete de ouro e três de platina, estava aqui o meu agente a dizer. É à volta disso.

5 - Apesar de já seres gigante dentro de uma faixa de público, ainda és relativamente desconhecido de uma larga faixa mais mainstream. Sentes-te confortável assim e o plano é continuares independente?
Mano, eu acho que não preciso de assinar por alguém para ir para o mainstream, aí discordo um bocadinho. Tenho as novelas a pedir a minha música, tenho a rádio a pedir a minha música, os meus agentes se quisessem metiam-me fácil em todas essas plataformas, portanto acho que nós já batemos no mainstream. A minha estratégia... não é estratégia, é seguir o meu caminho. Nunca achei que precisasse de uma editora, portanto se não foi antes de chegar ou de conseguir dar mais uns passos, se antes disso nunca achei que precisasse de editora, não é agora que vou achar, não é? Quero é que as editoras sigam o trabalho delas, que eu sigo o meu com a minha família.

6 - Sendo que o Dillaz também é da tua zona, o que é que a Madorna tem para saírem dois nomes tão grandes de um local relativamente pequeno?
Tem vida. É o que posso dizer, mano. Não falo pela cabeça dos outros, essa pergunta tens que fazer também ao Dillaz. Eu posso dizer é como é que saí de lá, foi derivado à minha vida. Mas cada um tem a sua vida, a minha não é igual à do Bernardo, não é igual à do JêPê, não é igual à do Dillaz. Cada um tem as suas vivências e as suas aprendizagens. No meu ver a Madorna ensinou-me, lá está, a vida. Foi o que fui obrigado a ver, obrigado a viver, obrigado a assistir. Fez-me ter a mentalidade que tenho. Ser a pessoa que sou. Escrever da maneira que escrevo. A Madorna tem vida, é um bairro lindo.

7 - Já revelaste que a alcunha nasce em criança, num Carnaval em que te mascaraste de D’Artagnan e usaste uma peruca. Achavas que uma carreira como este nome podia mesmo correr bem?
Sempre me disseram que não, que Piruka era um nome parvo. É como estava a dizer, nunca tive esse mindset de editoras, de ir por aqui ou por ali para bater. Isto não é aquele papo cliché, é real: eu cantava para os meus amigos, para quem estava comigo. Portanto ia dizer o quê, “Olhem, eu não sou o Piruka, sou o Alfredo da Costa”? E como foi gradual, meti um vídeo que teve um milhãozinho, depois meti outro que já teve dois ou três, depois meti outro e já teve três ou quatro, não achei que mudar de nome, não achei que fosse por aí que ia bater. Não é pelo teu nome. Acho que a imagem hoje em dia conta muito. O que fazer e o que não fazer, no palco, na rua, não é o nome que define a pessoa que és. Tu podes chamar-te Magnata e ser um borra-botas que não diz uma palavra de jeito. Ei, disse isto e calma, há um Magnata na minha zona que é um grande patrão, disse o nome mesmo à toa. O nome não significa a pessoa que és. É o produto ser bom, caíres no goto das pessoas.

8 - Hoje um artista faz-se online ou ao vivo?
Acho que é uma coisa paralela. Para viveres da música, tens que te afirmar online, mas para comeres tens que cantar, tens que fazer concertos. Tu não tens uma vida estável, tal como eu graças a Deus tenho, em que consigo dar estabilidade a umas quantas pessoas, só com a Internet, achas? Aí passava fome.

9 - A tua primeira mixtape é de Outubro de 2014. Pensavas ser possível chegar ao topo tão depressa?
Eu vejo muitas entrevistas, não só de músicos, de pessoas em vários caminhos. Via bué entrevistas do Ronaldo e perguntam-lhe, “Quem é melhor? Tu ou o Messi?” e o gajo diz, “Se eu não me achar o melhor, ninguém me vai achar”. Sinceramente sempre me achei o melhor. Para mim sou o melhor, mano. Podem-me meter mil rappers, respeito o percurso deles, mas melhor que eu não são. Tenho flow como eles têm, tenho vida como eles têm, tenho escrita como eles têm, não são melhores que eu. Sempre tive a ambição de chegar lá. De viver da música. Quando comecei a cantar dizia, “Eu hei-de viver disto” e respondiam-me, “Isso é rap, isso não”. Eu já dizia à minha velhota, a minha mãe limpava casas e eu dizia, “Tu um dia não hás-de fazer nada, vais trabalhar comigo”. Hoje em dia a minha mãe organiza a minha vida, juntamente com o meu agente. Sempre tive a minha gana, sempre tive o meu foco. Costumo dizer isto a quem mais me rodeia, ao meu primo, que é como um irmão para mim, digo-lhe, “Tu não podes olhar para ali e ver só o que está à tua frente, tens que ver o que está lá mais atrás daquilo tudo”. Sempre fui assim, olho para aqui a ver o que está lá ao fundo. Então sempre achei que não havia melhor que eu, mas lá está, não me tira a minha humildade. A humildade já nasce em ti, eu sou humilde. Fico duas ou três horas a tirar fotos, sou incapaz de negar, às vezes o meu segurança vê que não é seguro e diz, “André, não” e até fica chateado comigo, com razão porque é o trabalho dele. Portanto tenho a minha humildade, mas acho-me o melhor.

Fotografia Rita Umbelino

10 - E agora até já apareces em publicidade da NOS. Se te contassem o futuro há dois ou três anos, achavas que estavam a gozar contigo?
Achava. Achava, ya. Era um sonho. Como hoje em dia tenho outros sonhos. Acho que um gajo quando pára de sonhar, pára de viver. Eu tenho outros sonhos. Aqui em Portugal, onde quer que vá cá no meu país, as pessoas felizmente conhecem o meu trabalho, graças a Deus. O meu objectivo agora é bater lá fora. Dizem-me que é impossível, também me diziam que era impossível eu viver do rap, e vivo.

11 - Os dois temas que lançaste com artistas brasileiros já foram com essa intenção de querer dar o salto e fazer uma perninha da carreira lá fora?
Claro. Eu quero ser conhecido no mundo, se puder ser. Vou fazer por isso. Se oiço músicas de franceses que não percebo nada, se oiço músicas de ingleses que não percebo nada, porque é que a minha música não pode ser ouvida lá fora sem eles entenderem também? Se cá em Portugal tantos vão ver concertos e pagam aos 40 e 50 euros para ver um americano ou um francês, não percebem nada e vão, porque é que lá fora não pagam 40 ou 50 libras para me verem também? Portanto, o meu sonho agora é ser internacional.

12 - Tens apenas 25 anos. Preocupa-te como te vais conseguir manter lá em cima?
Na música? Não. Preocupa-me o meu bem-estar, a minha filha comer a vida toda. Eu estou a viver um sonho, que 10 em 10 milhões têm a sorte. Estou a abrir negócios, abri um barzinho e quero abrir outro no Porto, com a mesma temática. Vou abrir um restaurante num futuro próximo, quero virar um empresário, entre aspas. Já que a música me segurou agora, quero aproveitar para me assegurar fora dela se um dia isto acabar.

13 - Aos 12 anos tinhas tudo e problemas familiares levaram a que ficasses sem nada. Hoje ainda geres bem o que ganhas ou já tens que começar a ter aconselhamento financeiro para investimentos?
Tenho pessoas para me ajudar. O trabalho da minha mãe hoje em dia é muito esse. Como não tenho editoras, junto-me aos meus. Eu tenho o meu agente, se ele se virar para mim agora e me disser, “André, acabou”, acabou. Se eu me virar para ele e disser, “JêPê, acabou”, acabou!”. Damos um aperto de mão, somos homens e está feito. Não há contratos, não há nada. Era para haver e não houve, percebes? Porque isto é família. É turma. Então “contratei” a minha mãe para me gerir nesse aspecto. Eu não pago a ninguém, a minha mãe é que paga a todos os que trabalham comigo. Ou vá, em vinte, pago a um ou dois. De resto a minha mãe trata-me de tudo, contabilidade, marketing, tudo e mais alguma coisa é com os meus agentes, com a minha mãe, para eu me poder focar mais. Tenho uma grande equipa. Não precisei de editoras para encontrar isso. Limpam-me a cabeça, tratam da minha vida profissional e pessoal. Isto é incrível. Consigo focar-me na música, quando a minha cabeça está a estalar consigo bazar dois ou três dias, estás a ver? Tenho quem me cubra.

14 - É um meio onde há muitas invejas?
Há mais do que imaginei. É um meio onde tinha ídolos e hoje em dia não tenho. Infelizmente, quem ler isto se calhar não vai gostar, mas é verdade. Outras pessoas a que eu não passava cartão, agora dou-lhes grande valor, compreendes? É um mundo muito falso, muito hipócrita. Por isso é que se calhar muitas pessoas não gostam de mim, digo o que tenho a dizer na cara das pessoas e como não tenho contratos, não tenho nada, sigo a minha cabeça. Digo tudo o que penso. Mas é um meio falso. Não o público, o público é genuíno, quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta. Eu não agrado ao mundo inteiro. Uma pessoa que quer agradar ao mundo inteiro é uma pessoa sem personalidade, que é zero, não presta. Quem gosta de mim, apoia, quem não gosta, não apoia. O público é puro. Mas nós, entre artistas, lá está, estou a incluir-me no meio, é uma falsidade do caraças. É “Olá, estás bem?” e mal viram costas está tudo a falar mal uns dos outros. Não lido com muitos artistas.

15 - Quando há uns meses tiveste um beef com o Holly Hood e o 9 Miller havia quem temesse que a coisa de descontrolasse e quem achasse que era apenas uma estratégia promocional. Alguma coisa em ti é marketing?
Em mim nada é marketing. O meu marketing é o que tu vês no meu Instagram e nem é marketing, é a minha vida. A minha filha, a minha mãe, o meu primo, o meu genro, avacalho toda a gente, porque sou gozão. Todos sabem isso, estou sempre a gozar, desde que acordo até me deitar. É um assunto de que não quero falar, não quero dar mais nome a certas pessoas e sinceramente vou já dizer isto para futuros rappers ou futuros artistas lerem: nunca mais vou ter beefs na música! Isto foi um abre-olhos para mim, percebes? A partir de agora, somos homens, querem beefs ou problemas, falar ou alguma coisa, falamos pessoalmente. Não vou dar mais nome a ninguém, nem quero nome de ninguém. Compreendes? Não preciso.

16 - Já se cruzaram depois disso e fumaram o cachimbo da paz?
Não. O cachimbo da paz fumo com o meu primo, com o meu agente e com a minha família. Não fumo cachimbos da paz com quem não procura a paz. Foste tu que perguntaste, vou-te responder. Eu não procurei nada daquilo que se passou. Mas também, se não respondesse, não respondia. Se respondo é porque respondo. Se fizesse é porque fazia, se não fizer é porque não faço. Segui o meu feeling, a minha equipa nisso ficou dividida, com uns a dizer-me, “Responde”, outros diziam, “Não respondas”, portanto fui pela minha cabeça. Enquanto não quis responder, não respondi, assim que quis responder, respondi. Graças a Deus, acho que saí por cima. Vejo os meus concertos, tenho 20 e 30 mil pessoas a dizerem “Só vim dizer Yau”, é um exemplo que estou a dar. Eles se calhar também acham que saíram por cima, porque se calhar ganharam alguma coisa. Eu ia estar a ser hipócrita se dissesse que não ganhei. Ganhei, mas não procurei. Não preciso de ganhar nada com o nome de ninguém, graças a Deus. Ganhar é com o meu agente. É um assunto que para mim já morreu, consegui sair disso bem, fui para o Brasil, enquanto alguns ficaram agarrados àquilo, eu não fiquei. Respondi, saltei fora, fiz um som com o 1Kilo, voltei. Estou a preparar o meu álbum, sai em Janeiro. Eu quero é rebentar este país.

17 - O teu álbum de estreia saiu há ano e meio. Sendo da nova geração, é um formato em que continuas a acreditar?
É. Isso vai do mindset de cada um. Há artistas que são artistas de singles, há artistas que são artistas de feat.’s, estás a ver. Eu não tenho muitos feat.’s, mas gosto de lançar um projecto de dois em dois anos, porquê? Porque me considero um artista de álbuns. Agora falando dos mais velhos, tens o Sam The Kid, tens o Valete, tens outros tantos que são artistas de álbuns e não são esquecidos, apesar de a nova geração ouvir mais Dillaz, Piruka, etc. Esses nunca vão ser esquecidos porque são artistas de álbuns, de projectos, que têm impacto, que fizeram história. Não quero ser um artista que lança dois, três ou quatro singles e quando deixam de lançar, ninguém os conhece. Ontem, mandaram-me uma foto: o Quatro Cantos, eu só fiz 100 CDs. Uma miúda deu 500 euros por um CD. Saiu-me a 1,90€. Estás a compreender? Foi o meu primeiro CD, que saiu há quatro ou cinco anos, com beats da net. Só a escrita é que era minha. Lá está, é um marco. Uma miúda de 18 ou 19 anos, ir trabalhar e gastar 500 euros num CD. E está novo. Vi a fotografia e até me está a arrepiar, isso é que me move. Quero ser um artista que, daqui a 20 ou 30 anos, quem me ouvia agora vai dizer, “Calma, mas ele fez isto, isto e isto, não foi só isto e aquilo”. Portanto, num projecto em que lanças doze músicas, nem todas são hits. Eu tive sorte no AClara, dez são hits. Batalha, luta, faz o teu. É o teu ouvido, faz as coisas à tua maneira, é a minha maneira de ver. Não sou um artista de feat.’s, como há aí muitos. Eu não sou. Agora todos fazem feat.’s. Fazes feat.’s bates, fazes sons sozinho não bates. Isso não é artista, isso não é nada. Lá está, isso é dependeres do outro para seres alguma coisa. Os meus feat.’s que tu vês é sempre a minha família. Não preciso do nome de ninguém para chegar a algum lado. Preciso é das pessoas que gostam do meu trabalho, que me levam a chegar onde irei chegar, ou onde já cheguei.

18 - Ao usares a tua vida nas letras que escreves, preocupa-te que as coisas com interesse se venham a esgotar?
Não. Preocupa-me é viver mais. Que é uma coisa que eu gosto. Estou sempre a viver. Hoje em dia também compreendo a mente de outros mais velhos, de que eu também vi o crescimento: antes falavam de pobreza, pobreza; hoje em dia não posso falar tanto de pobreza se não a estou a viver. Estaria a ser hipócrita. Como é que eu vou dizer que passo fome se já não passo, graças a Deus? Tenho é que falar sobre o que vivo actualmente e ir buscar as minhas histórias antigas a olhar para o meu primo, que não tem mãe, não tem ninguém e falar sobre a história dele, que é uma pessoa perto de mim. Olhar para o meu agente, que não tinha nada e fez a cena dele, olhar para o meu carequinha, que veio do Porto e largou a vida dele. Posso falar de quem tenho perto de mim, não vou ser hipócrita, não vou mentir. Não me preocupa deixar de ter o que escrever, porque vivo todos os dias, acordo e estou a viver.

19 - Em que é que te baseias para decidir quando lanças canções inéditas?
Em nada. [risos] Não me baseio em nada. É porque eu quero agora. Tenho o meu próximo álbum e de certeza que quando isto sair essas primeiras duas músicas já vão estar na rua. Porque eu quero. Já queria ter lançado. Os vídeos ainda nem estavam acabados e eu já queria lançar. Vou mesmo pela minha cabeça e pela dos meus amigos. O meu agente é que disse, “Não faças isso, vamos filmar mais um take ou dois”, uns dias a mais, uns dias a menos, mas é nós. Não me foco em mais nada. Quando me dizem “O que é que fazes para bater? Vais à bruxa?”, achas? Não é assim, mano. Tanto que no meu álbum, no AClara, falam, falam, mas tive um problema com os videoclips e o álbum saiu sozinho à meia-noite. E foi o que foi. No dia do derby Benfica-Sporting, diziam que não ia bater por causa disso. E o Se eu não acordar amanhã tem dezoito ou dezanove milhões. Foco-me na minha cabeça. Acho que o que tu tens que ser já está escrito. Se hoje para amanhã estiver na merda outra vez, é porque está escrito. Tenho que aprender alguma coisa com isso. Acho que o tem que ser tem muita força.

20 - Como é que te vês daqui a dez anos?
Vejo-me um senhor. Com a minha filha atrás de mim, com a minha turma, jagunçaria máxima atrás de mim, mas vejo-me um senhor. Já me acho um senhor, com 25 anos. E não estou a falar só de dinheiro, estou a falar de atitude, personalidade, acho que faço mais do que muitos de 40 ou 50 anos fizeram na vida toda, sinceramente. Não estou a falar de trabalho, estou a falar de mim como pessoa. Quem não me conhece pode comentar o que quiser. Eu acho-me um senhor e daqui a 10 anos vejo-me igualmente um senhor.

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