1- Disseste que este teu filme era como uma viagem no País das Maravilhas, vamos então ao início dela com os Clones. Quais foram os inputs na tua juventude que te fizeram apostar num estilo de cinema tão arriscado em Portugal?
As duas grandes influências para mim foram o Star Wars e O Senhor dos Anéis. Descobri depois os primeiros filmes do Peter Jackson que eram bastante violentos e estranhos, quebravam as convenções – o Meet the Feebles é sobre marretas que se metem em sexo e drogas, então isso foi uma descoberta para outro género. Também descobri a Troma, vi o The Toxic Avenger, que tem uma cena em que uma cabeça de uma criança é esmagada, de uma forma cómica, e pode ter sido uma influência indirecta para o Papá Wrestling (a primeira curta com esse grupo [Clones]). Desde aí enveredei pelo cinema com esse toque gore. Outra influência também será o Tom & Jerry e os cartoons do Coyote e do Road Runner que são extremamente violentos, só que é uma violência absurda, como as curtas – ninguém consegue esmagar uma cabeça com um pé ou com as mãos, nem uma banana consegue decapitar uma cabeça; a lógica a seguir é sempre a dos desenhos animados, que tem uma violência, mas cartoonesca.

2- Entre Papá Wrestling (2009) e Banana Motherfucker (2011), criou-se um culto mesmo a nível internacional. Com reuniões tão improváveis de bandas, não haverá esperança para os Clones?
Não creio, porque depois de a pasta de dentes estar fora da embalagem, é impossível voltar a metê-la. Cada um seguiu o seu rumo e eu próprio sinto-me bastante contente, porque nunca na vida conseguiria ter feito este filme em conjunto. Este filme é completamente as minhas ideias sem qualquer filtro. Sempre que me diziam para fazer alguma coisa, eu tinha o poder de ignorar. Por isso, vejo-me agora a ter uma carreira a solo.

3- Há aquela pergunta-padrão a um realizador, se prefere ser também ele a escrever o argumento; no teu caso, as decisões passavam por um colectivo em que partilhavam as mesmas funções. Preferes ter, então, o controlo criativo absoluto?
Completamente. Agora não quero outra coisa. Não só controlo absoluto em termos de argumento, mas até de produção. Tive sorte porque neste filme tive financiamento da Troma que estão do outro lado do Atlântico, e qualquer conselho eu podia simplesmente ignorar – um deles foi ter nudez no filme e eu recusei. É uma coisa tão recorrente nos filmes portugueses, que senti que não conseguiria fazer algo que fosse natural e que estaria a comprometer a minha integridade artística. Ou seja, o filme tem imenso sangue, tem imensas caralhadas, só que não tem mamas. Acho que só perdia.

4- O mestre Lloyd Kaufman (Troma) não só financiou o teu filme, como fez um cameo como zombie. Sonhavas que algum dia ele se referisse a ti como um génio português?
Fico constrangido sempre que alguém se refere a mim como um génio no cinema, há toda uma equipa por detrás que faz as coisas acontecerem. Apesar de eu ter vestido o chapéu de produtor e de muitas outras funções, o filme não teria sido possível sem grande parte da equipa. Então, rejeito aquela cena do autor, artista ou génio. Mas, obviamente, dá-me alegria ele mencionar que vou ser o próximo James Gunn. Relativamente ao cameo, foi ele que insistiu, acho que era uma desculpa para vir de férias a Portugal. E foi engraçado, não estava à espera que no MOTELX as pessoas o reconhecessem, houve ali umas reacções mais efusivas. Eu não sou muito fã de cameos, acho-os distractivos. Mas, sendo o Lloyd Kaufman o produtor achei que faria sentido e é uma marca autoral dele.

5- Mutant Blast é a tua primeira longa e consegue logo a proeza de ser uma das duas portuguesas a estrear-se na competição europeia do festival MOTELX. Apesar de teres entregue apenas uma hora antes, a pressão é produtiva ou só atrapalha?
O filme foi exportado uma hora antes e não é uma coisa que aconselhe a ninguém. Estive, literalmente, 48 horas acordado e 9 meses a dormir não mais do que 4 horas por dia. Só que era importante ter o MOTELX como data de estreia, porque não há nenhum outro festival onde o filme se fosse enquadrar melhor e não queria perder a hipótese para estar depois um ano à espera. Felizmente, valeu a pena, mas foi um grande sacrifício da minha parte e da equipa. Ainda filmámos umas últimas cenas 3 semanas antes do festival. O filme foi filmado em 40 dias e fins-de-semana ao longo de cerca de 6 meses. De Março a Junho, foram quinze dias de filmagens e em Julho filmámos outros quinze, ou seja, num mês fizemos o que tínhamos feito em quatro – curiosamente, acho que as cenas mais bem feitas do filme são essas, em que estávamos mais cansados e com mais hipóteses de falhar, mas com mais experiência e cada vezes melhores em termos de metodologia. E não vou dizer que não houve um ponto em que eu próprio não acreditei que fosse possível, mas sou uma pessoa que gosta de apostar e fiz uma aposta em como o filme ia estar completo no festival, e até lá foi uma correria contra mim mesmo. Sou um gajo que nunca está contente com o que tem, fiquei durante 15 minutos por termos ganho a menção honrosa para melhor actriz, e depois pensei que se tivesse ficado perfeito tínhamos ganho o prémio. Lembro-me de uma vez estar a receber dicas do Lloyd para o argumento e um amigo meu teve que me dizer: “Respira, estás a trabalhar para um gajo que tu admiravas. Aproveita o momento e pára de reclamar”.

6- No BLARGHAAAHRGARG (2010), a maior dificuldade foi alegadamente a ginástica de filmar em vários espaços. Agora teres que gerir uma produção destas, quais foram os principais desafios?
O BLARGHAAAHRGARG foi realizado pela Núria e eu estava encarregue dos efeitos especiais. Criei um monstro que tinha um 1,80 m e estive dentro dele nas filmagens. Neste filme, temos quatro ou cinco criaturas mais complicadas do que isso e praticamente todos os dias tínhamos uma cena com mortes complexas. E além de realizador, era produtor e, às vezes, até era responsável pelo catering; acordava uma hora mais cedo para fazer sandes para a equipa. Ou seja, as pessoas dizem “ah é uma produção low-budget”, mas isto foi mesmo o mais low-budget que pode haver. E foi uma aprendizagem enorme. Estávamos a discutir sobre o quão incrível era termos feito um filme com uma equipa técnica em que era eu, os envolvidos nos efeitos especiais, o cameraman, o assistente dele e o rapaz que capta o som. Sinto-me completamente preparado para fazer uma produção gigantesca depois deste filme, porque sei tudo o que envolve.

7- No Q&A no final da exibição, referiste que a norma é escrever o guião sem limites e depois cortar – só que tu decidiste não cortar. Como é que numa miscelânea de elementos e narrativas, se (des)constrói o processo de criação?
Eu não cortei nada. Foi ingenuidade da minha parte, daí o filme ter demorado tanto na pré-produção. Se eu tivesse noção da trabalheira que iria dar, teria cortado – e ainda bem que fui ingénuo, senão estaria a castrar o filme. Sempre que estávamos a filmar eu tinha a piada em que assumia uma persona diferente e dizia “quem escreveu este argumento é um idiota”. E em termos de desconstrução criativa, sendo a história demasiado complicada e com um orçamento minúsculo para o que ambiciona, a minha intenção foi sempre que o resultado final não demonstrasse isso. A minha ambição para com o filme era que as pessoas não avaliassem com aquele filtro de “ah vou ver uma coisa de baixo orçamento”. Tanto que eu sempre insisti que para cada um dos zombies almejássemos ter uma qualidade à The Walking Dead: normalmente, nos filmes até com maiores orçamentos que o nosso, os zombies são simplesmente pintados; e eu insisti que usássemos próteses de silicone, lentes de contacto e tudo isso envolvia um custo. Mas, preferi que as pessoas comessem sandes de queijo e manteiga nas filmagens, do que ter maus efeitos especiais.

8- E sendo a Troma uma expert em sangue e outras delícias viscerais, deste um salto técnico nos efeitos e tipo de mortes desde os tempos auto-didactas de doce de amora e groselha?
Sim, melhorei a minha receita de sangue. Foi retirada do Make Your Own Damn Movie, do Lloyd Kaufman. Nos tempos das minhas curtas-metragens eram coisas mais complicadas, envolviam sumo de groselha, às vezes até clara de ovo e não recomendo. Para quem tiver curiosidade de jorrar sangue: gel de cabelo, corante alimentar e água, e se quiserem ter sangue na cara para ficar mais escuro é adicionar chocolate de calda. A Troma também teve influência, mas isso já desde as curtas, nos esmagamentos de cabeça, que são icónicos. E nos efeitos especiais, o melhoramento não está no envolvimento da Troma, mas em este filme ter tido um preparo enorme durante anos de pré-produção. No final, já estávamos muito mais eficientes a fazer decapitações, do que no primeiro dia de filmagens.

9- O lutador português Iceborg pussyficou-se e não foi o teu Papá Wrestling, mas conseguiste o mítico Ulisses de Ai os Homens na tua longa-metragem – e deste-lhe um desfecho arrojado. Gostas de manipular as expectativas do público?
[risos] Absolutamente. E o Ulisses (Joaquim Guerreiro) também foi uma segunda opção: tínhamos arranjado um actor que não era propriamente musculado e ele simplesmente deixou de dizer coisas, depois de já termos feito um molde da cara e ter gasto dinheiro; ainda bem que desistiu, estou bastante contente com o Ulisses, está ali uma personagem incrível. A ideia deste filme é manipular as expectativas do público ao máximo, mas sem nunca querer ser mais esperto que ele ou defraudá-lo. Já foram feito milhares de filmes ao longo da história do cinema e a minha pergunta era “como é que posso tornar isto original?”. Sem querer estragar o filme, nós pensamos que a personagem principal vai ser uma e afinal é outra. E há mais surpresas para além disso. Ou seja, se as pessoas pensam “argh… mais um filme de zombies”, aguardem até o filme estrear.

10- E descreveste mesmo o Mutant Blast como uma “break-up letter” aos filmes de zombies. Achas o terror já esgotado ou é uma questão de arranjar novas fórmulas?
Não o acho esgotado, só não acho interessante fazer mais um filme de zombies. E hoje em dia, fantasmas e casas assombradas também. Os zombies estão a atingir o mesmo nível de saturação que há uns anos o found footage atingiu. Cresci na altura em que tiveram a ressurgência, com o remake de Dawn of the Dead, 28 Dias Depois, Shaun of the Dead, e quando surgiu a oportunidade de fazer o filme já estava meio saturado, mas queria matar o bichinho. Sempre soube que o filme teria que ser algo diferente, daí desviar-me do género.

Fotografia - Rita Umbelino

11- Terry Gilliam, Quentin Tarantino e Werner Herzog foram algumas das tuas influências. A que filmes específicos foste beber a inspiração?
Do Werner Herzog, por mais estranho que pareça que um filme gore vá buscar inspirações, é a um documentário maravilhoso que é o Little Dieter Needs to Fly, sobre um prisioneiro de guerra no Vietname. Também o uso de fisheye faz-me lembrar o filme My Son, My Son, What Have Ye Done; e o Herzog em si porque é um realizador que não se cinge pelas regras do cinema. Tarantino acho que é óbvio nos rios de sangue e na forma como mistura um estilo Arthouse com Série B e Exploitation. E Terry Gilliam em todo o tom estranho do filme. Mas tem influências bastante díspares, até o Star Wars. D’ O Senhor dos Anéis creio que haja ali uma sequência que as pessoas podem perceber a inspiração, embora conscientemente estaria mais a pensar num Army of Darkness [Sam Raimi]. E John Carpenter também – ao editar, antes de o compositor ter as cenas, eu ponho músicas temporárias de outros filmes para dar o ritmo e perceber o mood, e houve duas que usei do Carpenter e uma delas foi do The Thing.

12- Viajaste por zombies e lagostas. Há aí uma piscadela de olho ao humor nipónico, com influências de Takashi Miike? O bizarro é uma forte muleta na arte de fazer rir?
Absolutamente. Quando estava a editar o Papá Wrestling, que era um wrestler de licra cor-de-rosa, eu estava preocupado em colar planos. Neste foi a mesma coisa, acontecem cenas bizarríssimas a meio e não tinha a mínima noção do quão estranho é. No final, estou a fazer uma cena em que quero que o público chore, e só quando vi o filme completo é que pensei “o que raio é que acabei de fazer?”.
Estava apenas preocupado com as minúcias de cada dia de filmagens. E, inconscientemente, houve uma certa influência de japoneses e sul-coreanos sim, que têm cenas absurdas e mais mistura de géneros.

13- Chegaste a dizer que não tinhas intenções de abordar o bullying e só querias rebentar miolos a crianças; neste filme, surge outro tipo de consciencialização. Era só uma manobra para uma lagosta destilar ódio sobre outro animal adorado?
[risos] Acho que no Mutant Blast houve mais consciência nesse aspecto. Quando temos um monólogo a criticar a hipocrisia dos seres humanos, estou a usar os meus pensamentos e a canalizá-los naquela personagem. E há uma mensagem pro-vegetarianismo a meio do filme, assim um bocado escandalosamente metida.

14- Ouvimos dizer que deixaste crescer o cabelo para embelezar a ratazana mutante do filme. Podes revelar-nos mais detalhes sórdidos da rodagem?
[risos] Há os actores-método e eu se calhar fui um realizador-método, porque durante 4 anos cortava o meu próprio cabelo e guardava-o para usar nos pêlos de uma ratazana gigante de 2 metros que aparece no meio do filme – e para verem o quão louco eu sou, é uma ratazana cujo screen time são 2 minutos e meio. Isso seria uma das coisas que se eu tivesse uma máquina do tempo, teria voltado atrás e dava uma chapada a mim próprio. E também bebe influências ao Cloud Atlas, há imensos actores que têm papéis repetidos. Há uma zombie que tem a cabeça esmagada e quando a câmara sobe, a actriz volta a aparecer como outro zombie e mais tarde como outro. O actor João Vilas tem 5 papéis: é a Lagosta, o Goblin, a Cabeça-Zombie, o Ratinho Mau e o Mutante Amarelo. O filme é de tão baixo orçamento que é basicamente abusar dos amigos. Na cena do sonho, os actores são os mesmos para pouparmos espaço no carro, senão teríamos que gastar mais 45 euros em gasolina e portagens [risos].

15- Ficaste surpreendido pelas reacções de uma sala cheia que não era composta só por amigos e actores. Porque é que o gore e o absurdo provocam um êxtase de aplausos depois de uma cena de violência gráfica?
Porque não é violência. Aquilo é exactamente igual às mortes no Tom & Jerry só que com sangue. A partir do momento em que uma pessoa dá um soco e decapita outra, isto não é violência, é um mundo absurdo. É um cartoon em imagem real. É por isso que as pessoas podem rir e aplaudir. Claro que tem que haver o controlo da minha parte de fazer com que as cenas não pareçam violentas.

16- Sete anos se passaram desde que idealizaste esta jornada. Agora terminada e tendo o filme só passado num festival (e um excerto na Comic Con), vais resistir a mexer nele antes da estreia comercial?
O plano é mexer no filme porque sou um perfeccionista. Fazer pequenos melhoramentos, não muitos, para estrear depois em festivais lá fora no início do próximo ano. Ou seja, a intenção não é passar em mais nenhum festival agora. O MOTELX foi bom para receber feedback e ver as reacções, mas eu quero ainda mexer em mais algumas coisinhas. Aquilo foi editado sem perspectiva, com poucas horas de sono e muitas Monster Energy drinks. Pode ser encurtado ou pode-se adicionar uma cena.

17- O António de Macedo foi um dos poucos cineastas de género portugueses, portanto a estreia da tua longa nesta década já é uma celebração. Achas que pode ser um trampolim para estimular este tipo de produções no país?
Eu estou simplesmente concentrado no meu filme sem pensar no contexto de cinema português – aliás, espero que as pessoas avaliem o meu filme da mesma forma que avaliam um blockbuster de Hollywood ou um drama europeu. Não quero a muleta do “ser original” e receber pontos por causa disso. Mas, óbvio que não posso ignorar que aqui em Portugal não se fazem filmes deste género. Não posso dizer que pode ser uma alavanca para futuros projectos porque seria muito arrogante da minha parte. A minha esperança é que se tiver sucesso, incentive pessoas a fazerem filmes deste género ou surjam financiamentos para apostar em filmes mais diferentes.

18- O Kaufman disse que é muito difícil penetrar o hímen do mainstream. Sentes que o filme tem potencial para extrapolar o selo trash da Troma e ser um autêntico marco na cinematografia portuguesa, dado o seu carácter marginal?
Eu não me revejo muito nesse rótulo trash. Pelo conteúdo pode parecer um filme Troma, mas em termos de realização parece mais um filme do Wong Kar-Wai, principalmente quando se torna mais dramático. Para mim era importante que o absurdo tivesse sempre uma justificação e que gostássemos das personagens. Este filme já está a sair bastante do que a Troma faz. E em Portugal, espero que chegue ao mainstream. Qual o realizador que não quer? Obviamente que os grandes sucessos do cinema português, sem estar a querer falar mal, ninguém quer saber deles. O Pátio das Cantigas fez 600 mil espectadores, mas quem é que se vai lembrar daqui a alguns anos? Prefiro ser um fracasso comercial agora e que o filme continue a ser falado.

19- A tua marca de splatstick no panorama do cinema de Série B já está bem vincada. A evolução passa por explorar novos géneros, mas mantendo este estilo?
Não tenho muita consciência do meu estilo, acho que nenhum realizador tem e espero não a ganhar. Gosto de todos os géneros, gostava de fazer um musical… Um dos meus filmes preferidos é o Singin’ in the Rain e ninguém associaria, tendo em conta os tipos de filme que faço. Penso que os meus próximos filmes ainda terão violência, mas acho que irei para um caminho mais sério.

20- Numa entrevista em 2010, disseste que se te dessem dinheiro farias uma adaptação d’Os Maias; e disseste que o Peter Jackson era a tua maior referência. Podemos ter agora um filme de época mas ao estilo Braindead, ou hoje preferes tirar da gaveta ideias para séries?
Quando disse que queria fazer Os Maias não estava a brincar. Um filme de seis horas, um drama a sério. Bem feito seria dos melhores filmes de sempre. Mas já perco vontade porque sinto que o cinema é muito canibal, está sempre a querer adaptar. Até que ponto isso quer dizer que é uma arte superior, no sentido em que os livros não importam, ou é tão inferior que tem que estar a canibalizar outra forma de arte? Quero ter ideias originais. Não sinto vontade de contribuir para algo que fosse relegar outra obra. Quem é que se lembra do livro do Fight Club hoje em dia? E apesar de gostar de séries, quero mesmo focar-me no cinema. Sinto que as séries são uma área mais comercial, no cinema não ouves “ah a primeira season é boa, mas depois fica uma merda.” Uma má sequela de um filme não estraga o original, más temporadas estragam uma série.

Fotografia - Rita Umbelino
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