As pessoas ficam de férias e isso é uma mudança muito maior do dia a dia do que por exemplo a chegada das andorinhas ou os pólens no ar (os das árvores, não os outros que andam no ar do quarto do meu primo Hélio). É no verão que as pessoas aproveitam para sair à noite para as discotecas e esplanadas para se divertirem e entrarem na loucura.

É sobre estes ambientes que eu hoje vos quero falar. A primeira cena é o que se deve vestir para sair à noite. Eu acho que tanto faz. O que interessa é ter atitude, carisma, limpeza e roupa. O resto acontece como por magia. Uma coisa que vocês nunca se podem esquecer é que um porteiro de discoteca não é um ditador de regras do vosso estilo. Lembrem-se que os porteiros dizem sempre que a festa lá dentro está incrível, mas eles estão sempre vestidos de preto como se fossem para um funeral, o que prova que são altos atrasados e que só dizem bosta. Uma vez um porteiro não me queria deixar entrar e eu disse-lhe que tinha um pé partido e precisava de gelo urgentemente e ele deixou-me logo entrar e até foi buscar um saco de plástico.

A segunda cena que vos queria falar é sobre trocar contactos de telefone na noite. Eu gosto de dar o meu telefone escrito num papel que tiro da carteira, porque parece aquele papel que nós trazemos para o caso da carteira se perder e depois alguém quer devolver e tem lá o nosso número. As babes vêem este papel e percebem que não é habitual eu dar o número de telefone porque ninguém anda com vinte papéis destes na carteira, mas eu ando. Até sabe bem dar estes papéis todos numa noite, primeiro porque tenho mais chances de ter um sms antes de chegar a casa, e depois porque a carteira fica sem aquele chumaço de papéis e não fico na diagonal quando me sento com a carteira no bolso de trás.

A terceira e última cena que vos queria falar é sobre dançar em discotecas. Há pessoas que são idiotas e não percebem que não podem invadir o espaço que cada pessoa tem para dançar. Quando a pista de uma discoteca está cheia as pessoas não podem dançar loucamente como se estivessem naqueles jogos de dança que há na Fnac. Às vezes estou a dançar e vêm pessoas para cima do nosso espaço pessoal de dança e é chato porque interrompem os nossos moves, entornam um bocadinho da pisanga, e às vezes até nos deixam algumas nódoas negras. Eu costumo treinar os meus moves de dança dentro do poliban. Se as minhas mãos ou pés tocarem na parede ou nas portas de vidro eu já sei que estou a ultrapassar o meu espaço pessoal de dança. O único inconveniente disto é que não dá para treinar os moves naquela parte em que estamos a tirar o shampoo da cabeça, porque o chão fica um bocado escorregadio, mas em contrapartida dá para treinar bem o moonwalk.

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Jorge Daniel
Jorge Daniel
Sou uma pessoa que se preocupa com os outros e com o estado do mundo em geral. Acho que as pessoas às vezes deviam ter um bocado mais respeito. Sou amigo do meu amigo e inimigo do meu inimigo.