Seja passada com amigos, com família (sim, eu também não sabia que era possível, mas uns amigos meus que foram pais disseram que agora fazem disso) ou passada numa festa no centro da cidade que tem mais gente do que o Bruno de Carvalho tem processos, a PDA, sigla presente em tantos grupos de WhatsApp, Messenger e outras plataformas de conversação, é uma noite realmente única, mas que consegue ser bastante diferente se for passada no bairro ou na mansão. Vamos ver as diferenças.

BAIRRO

Várias etapas devem ser percorridas e respeitadas para a verdadeira PDA do bairro poder ocorrer na sua totalidade. Primeiro é a escolha de um local, que começa a ser procurado já no final de Agosto e com a noção de capital de investimento do Elon Musk, onde se decide que uma casa que custe 2500€ não é cara porque só naquele grupo estão 17 pessoas, 8 casais e eu (sim, revelo aqui que sou do bairro). Com o passar do tempo, guerra entre distâncias a que a casa deve ser, porque existe sempre algum iluminado que acredita que quanto mais longe mais divertido, indecisões sobre os dias a passar na casa, problemas com as férias e etc., acaba-se a passar a PDA no mesmo barraco de há 3 anos, onde existem pelos menos 5 pessoas a dormir no chão mas a sorrirem, porque o que importa é os amigos lá estarem. O frio instala-se na passagem de ano e os petiscos vão à vida num ápice, mas não todos, sobram sempre as ‘gordas da pista de dança’ dos petiscos, algo que num cenário normal não iriamos comer, mas havendo falta de melhor até marcha que é uma maravilha: batatas fritas de pacote já moles, vinho quente que se esqueceu de meter no frigorifico e os restos do jantar, sem aquecer, porque o micro-ondas já se estragou quando alguém aqueceu um prato com talheres e tudo. Discute-se até ao dia de Reis a divisão dos custos da estadia, bebida, comida e sobre quem paga o micro-ondas.

MANSÃO

A quantidade de etapas é quase a mesma que no bairro, mas com preocupações de outra índole. A escolha do local é indiferente a nível financeiro, ficando apenas a indecisão se a PDA é passada entre amigos ou numa festa cool que esteja a ocorrer em alguma zona do país, aqui a questão da distância não se aplica. Claro que nem tudo é simples, até porque as ramificações sociais do pessoal da mansão é de um tamanho abismal, fazendo com que os convites sejam mais do que as horas do dia disponíveis para os aceitar, ficando sempre para o final a escolha do local. Por norma, recai sobre a tal casa de 2500€ que estava reservada para um grupo de 17 pessoas, 8 casais e eu, mas que acabou por não ser a escolhida por motivos não revelados à responsável da casa. SPOILER, esse motivo não é um, mas sim 2500. No final da PDA a arrumação pode ser feita ou não, até porque não há empregadas de limpeza com cachet superior ao disponível para este acontecimento anual.

RESULTADO

Claro que é fixe estar em sítios fixes com pessoas fixes. Claro que é sempre mais apelativo ter uma PDA mais descontraída e sem olhar a custos. Claro que tudo isso é importante mas o que realmente importa no final, quando voltarmos a sair dessa onda de festa, é estarmos felizes e por isso desta vez prefiro ser tendencioso e dizer que a minha escolha recai sobre o bairro. Sobre o pessoal do meu bairro. Sobre o meu pessoal que me faz feliz. Este ano fui muito feliz na Playboy. Vamos ver se para o ano já me mudo para a mansão.

SEJAM FELIZES COMO O REI.

Partilha isto:
Rúben Branco
Rúben Branco
Sou o Rúben Branco, comediante desde 2015, sou de Lisboa mas ando um pouco pelo país todo a fazer alguns espetáculos. Queres saber como podemos falar sobre espetáculos, gravações ou um jantar a dois porque te sentes desacompanhado? Envia-me um mail! #RubenBranco123 Abraço.