Querido Doutor G, comecei a ter aulas com um professor há cerca de 3 meses, as aulas são individuais, este professor específico é diferente dos outros todos. Na minha opinião há imensa química entre nós, ele passa a vida a mandar-me bocas e eu a ele... Começou até a perguntar-me se tinha namorado (não tenho). Estas bocas só aconteciam quando estávamos na aula sozinhos, quando voltamos para ao pé das outras pessoas ele assume toda uma postura muito séria e não me dá confiança nenhuma. Acreditei até hoje que ele estava interessado mas não fazia nada devido ao código de ética. Até que mais recentemente insiste em perguntar pelo meu namorado apesar de já lhe ter dito que não existe, mas ainda assim continua com o mesmo flirt de sempre, como devo interpretar isto? Ando louca para lhe perguntar se quer sair comigo, mas tenho receio de estar a ler tudo mal e depois a situação fica esquisita e tenho de o continuar a ver durante mais uns tempos...

Amelia, 24, Coimbra

DOUTOR G: Cara Amélia, qualquer professor quer afiambrar uma aluna, são reminiscências que a indústria pornográfica deixa na cabeça de qualquer homem e, mesmo um professor com a maior das éticas, antes de ser um pedagogo, é um homem javardo, igual a todos os outros. Dito isto, ele deve querer dar-te umas explicações todo nu. No entanto, se pensares bem, tu estás com receio de que a coisa fique esquisita depois, imagina o que ele estará a pensar. Ele é que tem tudo a perder, por isso, se tu queres tens que ser tu a tomar a iniciativa. Podes simplesmente convidá-lo para ir tomar um café, ao cinema ou algo do género. Seja qual for o convite ele vai perceber que queres é levar umas reguadas de xixa, por isso, podes optar por ser mais directa com uma das seguintes abordagens:

  1. “Senhor professor, viu aquele filme chamado ‘A aluna safada e o professor fodilhão?”
  2. “Senhor professor, não fiz os trabalhos de casa. Peço imensa desculpa mas não tive tempo porque estive quatro horas a pensar em si no banho”.
  3. “Senhor professor, quando é que é que mete as notas cá fora? E a batuta cá dentro?”
  4. “Senhor professor, tive negativo no exame... de HIV. Vamos chafurdar na pocilga?”

De nada.

Barato Dr. G (barato porque de caro os seus conselhos não tem nada :p ) namoro há um ano com uma rapariga ligeiramente mais nova que eu mas coitada já tem com que palitar os dentes.. A dúvida é que nas lutas greco-romanas com a minha namorada não pode ser tudo duma vez, tem de ser faseado mas com a outra foi direto.. qual das fisionomias é mais comum?

Rafael, 17, Cá do Sitio

DOUTOR G: Caro Rafael, não percebi um pénis da tua questão. Não percebi se estavas a falar das diferentes variações existentes da luta greco-romana, como a chave por trás, o suplex invertido e o ajoelha-que-vai-avião-malaio e nunca mais o encontras. Ou se estavas a falar que com uma entra tudo a eito e com a outra tem que ser só centímetro a centímetro, devagar que é para não fazer dói-dói. Ou ainda se é uma questão de orgasmos, em que há algumas mulheres que precisam de descansar depois de ter um, de tão intenso que é ficarem com a campainha de Satã a palpitar, e há outras que conseguem continuar e ter logo outros de seguida. Seja qual fora a tua dúvida, a resposta é: as mulheres são todas diferentes. Os homens são todos farinha do mesmo saco no que toca ao sexo, gostamos quase todos do mesmo e da mesma forma. Um mulher que faça bons felácios, agrada a 99% dos homens. Um homem tem que ter muito mais cartas para jogar porque cada mulher é diferente, embora haja, obviamente, técnicas do chavascal que são universais e funcionam em qualquer ponto do globo. Seja como for, é teres calma e irem-se adaptando. Ainda és novo, não tenhas pressa e vai escalando e espetando a bandeira aos poucos, até conquistares o “cum”. Foda-se, grande trocadilho.

Dr. "Gi, celebrei a viragem ao sol anual em Salamanca. Entrei num bar de rock, com lâmpadas fracas, amarelas, canecas e recordações a enfeitar o balcão, e enquanto caminhava vi-o em sombra da minha embriaguez (mas não tão embriagado), até o balcão para pedir o "chupito". Em breves segundos, ele estava do meu lado. Olhei-o, ar nativo - escolheu-me. Chileno, pele macia. Pouco me lembro do que conversamos, mas ele ficou com o meu e-mail para me encontrar no facebook enquanto que nós tínhamos de voltar, e voltamos com três horas de sono, com a SUPER condutora (eu) com total de 8/10 horas investidas na aventura rodoviária. Mas lembrava-me da chave: ele tinha chegado há três dias de Marrocos e estava a fazer rumo até o Porto no dia a seguir. Deixe-me tratá-lo por tu, G. Há algum tempo que aprendi a lição de "o negócio é não se apegar" e "o amor não se procura, ele encontra-nos", e aprendi tão bem essa lição que as minhas asas alcançaram as nuvens, mas quando ele veio, até à minha cidade, com tenra lucidez eu vi-me perante um príncipe. Em ressonância, eu impeço a continuação desta história, para dizer que embora tenha sofrido com a depressão pós-férias com a segunda ida a Salamanca depois deste encontro, tão pouco me soube tão bem em tão poucas horas, ("wachita rica!", "fuck... fuck", aquele espanhol de terra latina abriu-me em flor), tão pequeno instrumento, com tão graciosas mãos. O amor unilateral empalidece a nossa natureza, e penso que o amor puro é-o ao aceitarmos a liberdade dele e de nós mesmos. A dualidade, entre o corpo e o céu. Espero não fugir do contexto, ia escrever muito mais... mais penso que sou demasiado "psicóloga" ou "antropóloga" a escrever. Mas esta história vale o amor.. e o sexo, e a minha questão, é se o Dr. G. precisa de algum conselho?
Maria, 22, Porto

DOUTOR G: Cara Maria, parabéns pela tua prosa Queirosiana, que consegue fazer com que imaginemos toda a narrativa, tal a qualidade das descrições. Vou só esclarecer os menos conhecedores da cultura de nuestros hermanos e dizer que um “chupito” é um shot, não vão eles pensar que existem bares em Salamanca que vendem felácios ao balcão. De resto, tudo muito bem, folgo muito em saber que soubeste aproveitar o bom tempo com o teu Chileno. Também já gostei muito de um Chileno, de seu nome Matias Fernandez. Era um excelente jogador, com uma técnica magistral, só que passava mais tempo no estaleiro do que nas quatro linhas. No entanto, gostava de o voltar a ver a jogar num clube perto de mim, que não o Recreativo da Buraca, porque ia levar umas ceifadelas nas pernas, do Wilson, e mais rapidamente acabava na enfermaria. De resto, agradeço a tua preocupação mas não preciso de nenhum conselho. Ainda tinhas que comer muita papinha para me poderes ensinar alguma coisa. De qualquer forma, obrigado e um bem hajas.

Olá doutor G, desde muito cedo que descobri a maravilhosa luta debaixo dos lençóis. Perco a cabeça, e sobretudo as peças de roupa, com muita facilidade se receber uma boa corte dum rapaz intelectual, mais velho e experiente. Adoro sexo, e nunca passo mais de 2 meses sem o praticar. Apenas só consigo ter um orgasmo quando me lambuzam a crica toda ou pela masturbação (diga-se que prefiro sexo oral, sempre imprescindível), e nunca pela penetração, serei uma gaja normal ou com problemas graves? Também pode ter acontecido nunca ter encontrado alguém que saiba manusear os instrumentos.
LR , 21, Universo

DOUTOR G: Cara LR, realmente, ao que parece, é bastante comum as mulheres não conseguirem atingir o “Aí Jesus” só através do esconde a morcela. Algo que me intriga, pois nunca me aconteceu. Dizem os especialistas que será natural, dado que os terminais nervosos da patareca estão quase todos no clitóris e nas beiças. Muitas amigas da minha namorada dizem que é impossível ter-se orgasmo só por penetração, o que me leva a pensar que ou a mim ou a ela, saiu o euromilhões do chavascal. Penso que há que compensar essa tua incapacidade (ou dele) de fazer com que chegues à última paragem enquanto o comboio vai no túnel. É usar a mãozinha para estimular a campainha de Satã enquanto o ceptro do poder está lá dentro. Experimentem várias posições que pode ser que alguma seja favorável à tua anatomia, já que há alguma mulheres que têm o clitóris do gueto, com um hoodie a tapar os olhos.

Olá Doutor G, tenho uma namorada ja há 3 anos, mas o último ano foi de uma longa distância( os meus pais tiveram que emigrar e eu como consequência tive que ceder), contudo aqueles 2 anos de relação entre nós foi algo que nunca senti por outra pessoa. Desde que cheguei cá, não tive estive com nenhuma rapariga, pois, 1 ano de seca :|... Só que, nos últimos 5 meses uma prima minha (3 anos mais nova que eu), que vive relativamente perto de mim, começou a provocar-me de diversas maneiras, discretas ou até bem obvias. Uns dias atrás, após virmos da praia com amigos, enquanto eu estava a tomar banho, ela abriu a porta, após alguns instantes disse ' wow, é bem mais grande que imaginava'... Esse dia foi bem constrangedor. De um lado tenho uma rapariga à qual tenho vontade de fazer uma surpresa com um par de rosas para ver de novo o sorriso dela e espetar-lhe um beijo. Mas por outro lado, esta seca está a dar cabo de mim, e para dificultar ainda mais, o físico da minha prima da muitas invejas à maioria do sexo feminino, contudo o facto de ela ser prima e a idade dela estão a dar cabo de mim. Dr, o que faço?
Alexandre, 19, Munique

DOUTOR G: Caro Alexandre, se não está nos planos voltares para cá ou a tua namorada ir viver para perto de ti, então é uma relação condenada a falhar. Longe dos olhos, longe do coração e longe das partes íntimas, mais perto de uma outra qualquer que apareça por perto. Contudo, talvez a tua prima não seja a solução para terminares esse período de seca onde te encontras. Quanto mais prima mais se lhe arrima, mas ela tem 16 anos, pelas minhas contas. 16 anos quase que ainda tem dentes de leite e depois ainda algum lhe cai a meio e fica perdido nos teus lençóis, o que vai baralhar a fada dos dentinhos e não se goza com o trabalho das pessoas, a não ser que esse trabalho seja a prostituição. Isto para não falar que caso os métodos contraceptivos falhem (mesmo que os usem a todos), ela pode engravidar e dar à luz um pequeno Aníbal todo tantan da cabeça. Se isso acontecer, podes sempre ir ter com a tua ex e em vez de lhe levares um ramo de rosas, levas o pequeno Aníbal, enrolado numa manta e colocas-lhe nos braços. Ele vai balbuciar “mamã” e babar-se todo, ela vai achar fofinho porque não sabe que ele vai falar assim para sempre. Resumindo: relações à distância não valem o esforço e comer primas é desnecessário e pode trazer problemas. És um português em Munique! As alemãs adoram portugueses (menos a Merkl), por isso vinga-nos a todos por ai e dá-lhes por trás com força.

Olá, doutor. Já não faço sexo há quase 7 meses, e faz tanta falta que nem é bom. Vou tirando as teias com truques manuais, mas isto não é suficiente, até já sei ter orgasmos múltiplos sozinhas. It just so happens que tenho falado com algumas pessoas, sendo que são todos players, um javardo, um romântico e uma obcecada... Esses 3 em 1 é que era bom! Acabo por ser eu a brincar com eles, porque nem eles nem ela sabem que sou perceptiva o suficiente para estas merdas. Nesta brincadeira toda, que na verdade não tem grande piada, acontece que não vou estar com nenhuma dessas pessoas porque estou apaixonada, por um rapaz, que supostamente também gosta de mim e tem um trauma da relação anterior. Estivemos juntos uma vez e entre beijos e amassos não houve mais nada, a pior parte é que vai sair do país no final do mês e sinto que vou ficar à espera dele. Estou a ser burra e demasiado apegada ao meus sentimentos por não pinar gente alheia ou estou a ser decente?
Bárbara, 24, Braga

DOUTOR G: Cara Bárbara, folgo muito em saber que te sabes dar prazer a ti própria e que essa tua seca serviu para descobrires coisas novas sobre o teu corpo. Esse é o primeiro passo para se ter uma vida sexual satisfatória com outros. O problema é que não há outros, certo? Se esse rapaz de quem dizes gostar vai embora no final do mês, do que estás à espera para fazeres do colo dele o teu sambódromo? Salta-lhe para cima e dá-lhe uma tão épica que ele vai ficar a ponderar se ficar em Portugal não seria melhor. Aliás, eu tenho para mim que o remédio para a emigração dos nossos jovens talentosos é esse: alguém lhes dar uma valente e fazer com que as suas prioridades mudem. Sim, emprego é importante, mas sexo é mais. De resto, não se trata de ser burra ou decente, depende de pessoa para pessoa. Se já andas a trepar paredes e não há maneira de quebrar o círculo masturbatório e solitário, acho que devias começar a ponderar pinar gente alheia. É como ir ao ginásio só que sem a parte da fidelização. Se o gajo souber o que faz até te dá uma toalhinha e tudo.

Caríssimo Doutor G, tive um relacionamento de quase 3 anos, a ser preciso, 2 anos e 11 meses. No inicio da nossa relação era tudo bom, o sexo, companheirismo e amizade. Enfim, era feliz. Nos últimos meses ela começou a falar muito com uns amigos online, depois começou a sair com alguns deles, o que eu próprio permiti mas nunca concordei. Mas nunca fiquei bem com a situação e para alem de não ter vontade de os conhecer comecei a desconfiar que era corno. Ora o desfecho é fácil de perceber. Sou o ciumento doentio e ela quer ser livre, porque ela confiava totalmente em mim e eu é que não confio nela. Para mim é modernice a mais, e por um lado acho que sou uma besta por outro fico sempre a pensar que ela não era de confiança ficando sempre a dúvida. Não me sinto bem com este desfecho penso muito nela e gostava que tudo voltasse ao mesmo mas acho que não vai acontecer porque para ela parece que lhe saiu uma tonelada de peso dos ombros e eu pessoalmente não sei como ultrapassar a decepção que sinto por ela. Tenho tentado continuar a minha vida e conhecer outras pessoas... Não têm resultado bem. Ou sou muito feio ou muito má companhia de momento.
N, 33, Algures

DOUTOR G: Caro N, tens que ser boa companhia para ti próprio e quando isso acontecer, sê-lo-às para os outros. Caga nessa gaja, se ela gostasse de ti não andava a conhecer gajos na Internet e a sair com eles. Não se trata de seres ciumento ou doentio, trata-se de ser uma falta de respeito e de quem tolera isso é xoninhas crónico. Conta a história aos teus amigos e diz-lhe para cada vez que referires o nome dela eles te darem uma joelhada nos tomates. Assim, vais adquirir um reflexo pavloviano que fará com que deixes de associar o nome dela a prazer sexual. É uma técnica antiga mas que funciona muito bem nos dias de hoje porque nós ainda somos, para todos os efeitos, chimpanzés que usam smartphones. Claro que ela confiava totalmente em ti, ela percebeu que eras um xoninhas que até a deixava sair com outros gajos que tinha conhecido na Internet, quem deixa a namorada fazer isso tem monogamia tatuado ao longo do pénis. Caga nela, concentra-te nos teus amigos e interesses e, com o tempo, vais esquecê-la e conhecer outra que te encha as medidas. Podes sempre criar perfis falsos na Internet e fazer-te amigo da tua ex. Combinas um encontro na Buraca e depois não apareces, só para lhe estragar a noite.

Têm dúvidas que querem ver esclarecidas pelo DoutorG? Então enviem para porfalarnoutracoisa@gmail.com.

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Esta rubrica é da autoria do blogue Por Falar Noutra Coisa.

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