Passado, presente e futuro do hip-hop no Sumol Summer Fest

Por Hugo Vinagre

29 de June de 2017

É já amanhã, dia 30 de Junho, que arranca na Ericeira a nona edição do Sumol Summer Fest. Depois de alguns episódios marcantes, como a noite mítica em que Kendrick Lamar encantou a última edição do Super Bock Super Rock, é cada vez mais segura e habitual a aposta no hip-hop em festivais nacionais. Agora na Ericeira as coisas foram ainda mais longe, pois além de cabeças de cartaz como Fat Joe e Sean Paul, a edição de 2017 ficará marcada por um espectáculo inédito e possivelmente irrepetível, um concerto de retrospectiva do hip-hop nacional a que chamaram “A História do Hip-Hop Tuga”.

O que está em cima da mesa é uma viagem que provavelmente terá início por volta de 1994, pouco depois de General D ter publicado os seus primeiros temas e ano em que Rapública colocou “Nadar” nas bocas do povo, percorrendo essas mais de duas décadas em actuações de muitos dos nomes que fizeram parte dessa história, que vão desde os próprios Black Company a Sam The Kid, Allen Halloween, Dealema, numa lista enorme que inclui também novos talentos, como Holly Hood, prontos para ajudar a uma festa que apostará forte na componente visual, sendo que a música será assegurada por Nel’ Assassin. 

A ideia terá partido de Sensi, que também tem o seu próprio DJ Set no sábado, nome que além da sua ligação ao hip-hop tem como curiosidade ser filho do enorme Kalú, dos Xutos & Pontapés, e irmão do também baterista Fred, uma família onde o talento corre nas veias.


O festival tem lugar sexta e sábado, no Ericeira Camping, com as hostilidades a iniciarem-se às 17h no palco Quiksilver Boardriders, passando às 20h para o Palco Sumol, onde no primeiro dia, além dos já referidos Fat Joe e A História do Hip-hop Tuga (que está marcado para as 23h), vão acontecer também actuações de DJ Big e Digital Farm Animals. 

No sábado os destaques vão para Valas, Post Malone, a habitual festa de Sean Paul, e uma actuação de DJ Slimcutz a fechar, a partir das duas da manhã. Como seria de esperar, não só pelos nomes internacionais, mas também por esta inédita homenagem à história do hip-hop nacional, já são poucos os bilhetes disponíveis, o que exige alguma rapidez por parte de quem não se quiser vir a arrepender.

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