Christie Hefner

Por Playboy Portugal

07 de February de 2018

Uma conversa sincera com a antiga presidente e CEO da Playboy, sobre como era trabalhar com o pai, crescer como filha de Hugh Hefner e os caminhos que escolheu além do mundo da Playboy.

Durante anos recusaste propostas para escreveres uma auto-biografia e negaste inúmeros pedidos para ser entrevistada pela Playboy.

Essencialmente sou uma pessoa reservada. Não escolheria partilhar num livro coisas que considero intímas sobre a minha relação profissional com o meu pai ou a minha vida pessoal. Se eu tivesse concordado em escrever as minhas memórias, teria sido uma aldrabice. Demasiadas pessoas pensam que precisam de escrever um livro e que o mundo está interessado em saber sobre as suas vidas. Tive um agente muito perspicaz que uma vez me disse, “É exactamente por isso que devias escrever um livro – despertas esse tipo de interesse”. E eu pensei, bem jogado.

Bem jogado, mas nem assim. Desta vez, contudo, aceitaste dar-nos uma entrevista.

Não teria dito que sim se não fosse no seguimento da morte do meu pai e sem esse enquadramento de homenagem. Provavelmente nunca diria que sim se o Cooper não me tivesse pedido. Mas também não aceitaria se não me tivesse sentido confortável na conversa telefónica que tivemos previamente.

A morte de Hugh Hefner desencadeou, e continua a desencadear, recordações, reapreciações e criticismo rancoroso de todas as partes do mundo. Como um colega dele durante décadas observou, “Os que menos o conheciam e compreendiam são os que mais estão a escrever”. Como é que estás a lidar com a morte do teu pai?

Bem, ainda é algo muito novo e estou agora no início. Não acho que estou numa posição de ser útil em estratégias de sucesso para o luto. Fui ajudada indirectamente pelas muitas coisas a que tive que comparecer, como preparar a cerimónia que tivemos para amigos próximos em Los Angeles ou a daqui de Chicago. Pediram-me para escrever um tributo para a revista, e fiz. Também fiquei impressionada pela onda de bondade em e-mails, postais e flores. Durante uns tempos, parecia que podia abrir uma florista.

Conseguias vê-lo frequentemente nos últimos anos?

Via o meu pai uma vez por mês, quando ia a Los Angeles. Por isso de alguma forma é engraçado que não estou a ter que lidar com a ausência dele de uma forma diária. Sei que ele partiu, mas é do tipo, “Bem, para o mês que vem volto a Los Angeles, por isso...” Não tenho interesse em voltar à casa. A certos níveis, a realidade vai acentuar-se mais com o tempo, especialmente em ocasiões ou eventos que eu teria partilhado com ele, ou que partilhei com ele no passado e agora ele não vai estar lá.

De que outras formas é que estás a conseguir receber apoio?

O homem com quem estou tem sido maravilhoso. Temos a felicidade de na minha família termos na realidade três famílias: o meu irmão David e eu; os dois rapazes, Cooper e Marston, do segundo casamento do meu pai; e a esposa do meu pai, a Crystal. Há um imenso amor e respeito mútuo entre todos nós, é um sistema de apoio meio engraçado, apesar de que toda a gente tem uma forma diferente de luto. Tenho pena pelos rapazes, porque tiveram o pai durante muito menos anos que eu e o David, e claro, a Crystal perdeu um marido. Não é o mesmo, mas na base disso tudo todos perdemos a mesma pessoa que amávamos. O facto de sermos próximos e nos preocuparmos tanto uns com os outros é um grande bónus e algo que ele sabia quando estava vivo.

Como é que te sentiste quando tu e os teus irmãos foram apanhados por fotógrafos quando saíram para jantar na noite a seguir ao vosso pai ter morrido?

Foi bizarro. Mas (...).


Lê a entrevista completa de Christie Hefner à Playboy na revista de Fevereiro.


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